SEGUNDO TRABALHO DA EJA - PRAZO: DIA 9 DE ABRIL
Baseando-se na leitura do texto “Alfabetização como prática cultural”, de Henry Giroux, dos verbetes do dicionário Paulo Freire e demais conteúdos deste módulo, elabore com seu grupo a produção de uma síntese comentada (com extensão de 2 a 3 páginas) na qual o grupo resgata as principais idéias trabalhadas pelo autor. Os cursistas deverão retomar aspectos relativos à concepção de alfabetização funcional e crítica respectivamente, analfabeto, analfabetismo, conscientização, diálogo e outros elementos que os Grupos de Trabalho considerem relevantes. Como o texto é coletivo, esta produção envolve discussão e troca de idéias entre os integrantes do grupo.
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A concepção de alfabetização funcional... OK
https://pedagogiaaopedaletra.com/resumo-do-livro-pedagogia-do-oprimido-de-paulo-freire/
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Alunas:
Iasmim, Jaqueline, Kênia, Lêda e Simone Pellenz
SÍNTESE
COMENTADA
Introdução
Ao iniciar a leitura dos textos e assistir aos vídeos recomendados para
esta atividade percebemos que toda a história das ideias em torno da
alfabetização de adultos no Brasil acompanha a história da educação como um
todo que, por sua vez, acompanha a história dos modelos econômicos e políticos e
consequentemente as relações de poder e dos grupos que estão no poder e os
movimentos sociais que historicamente fizeram parte destes momentos.
Isso fica claro no texto Alfabetização e a
Pedagogia do Empowerment Político (s/d)
e tem a ver também com o impulsionamento social que precisavam dar aos indivíduos
não letrados ou analfabetos para atender ao mercado. Numa outra visão o texto também afirma segundo Gramsci que:
A alfabetização
tornou-se um referente e uma modalidade de crítica para o desenvolvimento de
formas de educação contra hegemônicas em torno do projeto político de criar uma
sociedade de intelectuais (no sentido mais amplo do termo) que pudesse captar a
importância de desenvolver esferas públicas democráticas como parte da luta da
vida moderna no combate à dominação, bem como tomar parte ativa na luta pela
criação das condições necessárias para tornar as pessoas letradas, para
dar-lhes uma voz tanto para dar forma à própria sociedade, quanto para
governá-la. (GIROUX, s/d).
Ou seja, como movimento
social, a alfabetização estava presa às condições materiais e políticas
necessárias para desenvolver e organizar os professores, os agentes
comunitários e outros, dentro e fora das escolas. Isso era parte de uma luta
maior pelas ordens de conhecimento, valores e práticas sociais que deveriam,
necessariamente, prevalecer para que a luta pela instauração de instituições
democráticas e de uma sociedade democrática tivesse êxito.
Na concepção de Freireana
dialógica e problematizadora sobre a EJA existe uma preocupação com o
desenvolvimento da consciência política,
mediante o trabalho coletivo e a valorização da prática social dos sujeitos do
processo educativo. Assim, a alfabetização
não deixa de ser a aquisição de um padrão convencional de escrita,
leitura, ortografia, etc., porém torna-se também a busca pela interpretação dos
conteúdos ideológicos que envolvam as palavras e o discurso. Do mesmo modo, a continuidade dos estudos é
uma forma de caminhar em direção a emancipação humana.
Para ocorrer essa
emancipação humana se faz necessário que nós professores entendamos que
concepção de pensamento norteia a nossa prática, ou seja, que concepção de
mundo, de sociedade, de educação, de ensino e de sujeito orienta a nossa ação
pedagógica em relação ao EJA, ou seja, será tradicional ou será é uma concepção
crítica que orienta nosso pensar educativo neste contexto?
Nos discursos da Pedagogia do
Oprimido, Paulo Freire chama a atenção para concepção bancária de educação
fazendo uma crítica a forma tradicional de metodologias expositivas e
memorização de conteúdo. Freire traz em
sua obra uma descrição sobre o processo de investigação na identificação dos
temas geradores na educação de jovens e adultos e apresenta de forma clara um
posicionamento de que nenhuma pedagogia
realmente libertadora pode ficar distante dos oprimidos, quer dizer, pode fazer
deles objetos de um “tratamento” humanitarista, para tentar, através de
exemplos retirados de entre os opressores, modelos para a sua “promoção”. Os
oprimidos hão de ser o exemplo para si mesmos, na luta por sua redenção.
A partir do que foi apresentado até aqui com base nas leituras e reflexões realizadas pelo grupo segue algumas concepções
que consideramos importantes.
A
alfabetização não é um processo de memorização decodificação
de palavras que estão escritas em um papel. É um ato de
conhecimento, que desenvolve habilidades pedagógicas, e de análise
critica do mundo, onde o alfabetizando é sujeito ativo do e no
processo de alfabetização (FREIRE, 1994, p. 163 apud BORGES, 2016).
É uma construção social que permite a ampliação das
possibilidades de vida e de liberdade humana. Ao mencionar liberdade, é possível relacionar com o conceito empoderamento, um ato social e
político que está profundamente ligado com a conscientização.
Na
visão de Freire há uma relação dialética entre consciência e
liberdade, pois a medida em que o sujeito se conscientiza, ele
torna-se empoderado e liberta-se. Contudo, para Freire a libertação
é social e coletiva, portanto, você não é verdadeiramente livre
se não for capaz se ajudar os outros a se libertar também através
da transformação da sociedade. A alfabetização “torna-se um
mecanismo pedagógico e político fundamental mediante o qual
instaura condições ideológicas e as práticas sociais necessárias
para o desenvolvimento de movimentos sociais que reconheçam o
imperativo de uma democracia radial e lutem por eles (GIROUX, 1987).
Concordamos
com Aronowitz que a alfabetização pode ser compreendida como a
capacidade dos indivíduos se situarem na história, de se verem como
sujeitos autônomos, habilitados para discutir seus futuros. Quanto a
alfabetização funcional refere-se aos indivíduos que são capazes
de decodificar as mensagens da cultura de massa. Compreendemos que o
conceito de “analfabeto” pode ser utilizado pelos grupos
dominantes como uma tentativa de silenciar a voz, opinião e desejos
das minorias.
A concepção crítica...
O que vem a ser um sujeito analfabeto?
Sobre a concepção de analfabetismo concluímos que é...
Definimos conscientização como...
O que entendemos sobre diálogo a partir de Freire é...
Concluímos com isso que...
REFERÊNCIAS
GIROUX, Henri. Excerto do texto "Alfabetização e 'empowerment' Político", Introdução do Livro "Alfabetização", de Paulo Freire e Donaldo Macedo. 1987
BORGES, Liana da Silva. Alfabetização. In: STRECK, Danilo R; REDIN, Euclides Redin, ZITKOSKI, Jaime José. Dicionário Paulo Freire. Belo Horizonte: Autêntica Editora. 2016. 3a edição
BORGES, Liana da Silva. Alfabetização. In: STRECK, Danilo R; REDIN, Euclides Redin, ZITKOSKI, Jaime José. Dicionário Paulo Freire. Belo Horizonte: Autêntica Editora. 2016. 3a edição

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