TRABALHO DA DISCIPLINA SOBRE TECNOLOGIAS - Mariângela Ziede
Para essa atividade em grupo, o Fórum servirá para fazermos uma síntese das discussões envolvendo as memórias das tecnologias na escola.
Para tanto, sigam as orientações abaixo.
- Reúnam-se em pequenos grupos (4 ou 5 integrantes) e analisem o resultado do levantamento realizado na Atividade 1.1 e 1.2. em relação às memórias sobre as tecnologias na escola e universidade.Discutam os pontos em comum da vivência escolar de cada um(a), encontrando objetos e tecnologias de suas respectivas épocas.
- Acesse aqui o conjunto das respostas:
Respostas enviadas Atividade 1.1
- Acesse aqui o conjunto das respostas:
- Com base nessa análise das respostas enviadas, relatem aqui nesse Fórum:
- As memórias de tecnologias na escola que o seu grupo considerou como mais importantes em relação ao contexto educacional vivido.
Usem como base para essa discussão a linha de tempo produzida individualmente na Atividade 1.2. - Construam uma linha de tempo do grupo usando a mesma planilha em Excell utilizada para a construção da planilha individual.
Os modelos de arquivo estão nos links abaixo. - Descrevam as principais tecnologias e seus respectivos contextos de uso, principalmente no que se refere à intencionalidade pedagógica atribuída às mesmas.
Basicamente, procurem responder porquê cada uma dessas tecnologias e objetos eram usados na escola? - Nesse mesmo relato, ao final, registre a reflexão que seu grupo fez sobre o contexto educacional atual e os desafios que vocês entendem que precisam ser superados em relação às tecnologias nas escolas.
- As memórias de tecnologias na escola que o seu grupo considerou como mais importantes em relação ao contexto educacional vivido.
Observação: não esqueçam de assinar a postagem do fórum com o nome d@s participantes do seu grupo.
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Introdução
As memórias de tecnologias na escola nos
fazem pensar sobre a importância que os objetos inanimados utilizados como
recursos didáticos adquiriam sentidos a partir das experiências que vivenciávamos
em sala de aula e como se tornaram importantes fontes de conhecimentos.
Pensar ou fazer escolhas sobre as
tecnologias mais importantes em relação ao contexto educacional vivido deve-se levar em
consideração o contexto histórico e entender o significado e evolução de cada
objeto com os acontecimentos de uma época. Para entender essas observações
montamos a linha do tempo com os recursos tecnológicos que demonstram à
intencionalidade pedagógica atribuída às mesmas.
LINHA DO TEMPO
A partir da linha do tempo podemos pensar no porquê
cada uma dessas tecnologias e objetos eram usados na escola. O que observamos é que a utilização da
tecnologia sempre esteve relacionada as atividades desenvolvidas em sala de
aula e com um único objetivo de desenvolver a aprendizagem e interação entre
aluno e professor.
Cada objeto era utilizado para possibilitar o acesso a
informação. Uma comprovação disso era o esforço de inúmeros educadores em inserir a TV, o videocassete, a máquina de datilografar, dentre outras
tecnologias no contexto de sala de aula. Isso pode ser comprovado no momento em que paramos para realizar esta tarefa e acessar nossas memórias. A medida em que nos lembrávamos de cada objeto, na época considerado inovador, uma série de outras lembranças, de aprendizagens que tivemos a partir destas tecnologias vieram juntas. Ao nosso ver, isso demonstra que essas aprendizagens foram tão significativas que as carregamos até hoje, formando o que somos.
Quanto as reflexões sobre o contexto educacional atual e os
desafios que precisam ser superados em relação às tecnologias nas escolas partimos
primeiramente para analisar a figura do professor nesse contexto. Ser um
profissional competente significa ir em busca de informações, se adequar e
estar preparada para mudar. Embora as tecnologias tenham
um papel importante no ensino-aprendizagem, sempre será necessário um professor
para dar conhecimento científico aos alunos, propiciar aos alunos a mediação do
conhecimento. Muitos professores da atualidade, ainda tem medo de utilizar tecnologias digitais, e em algumas realidades escolares a informática é uma aula a parte da sala de aula.
Paulo Freire, em a Pedagogia da Autonomia, nos faz refletir sobre a aceitação ou negação do novo/velho quando escreve que
"É próprio do pensar certo a disponibilidade ao risco, a aceitação do novo que não pode ser negado ou acolhido só porque é novo, assim como o critério de recusa ao velho não é apenas o cronológico. O velho que preserva sua validade ou que encarna uma tradição ou marca uma presença no tempo continua novo" (FREIRE, 1996 p.17).
Mudar faz parte da evolução, de acordo com Freire, nem sempre é fácil aceitar o novo, assim como é difícil deixar o velho, o conhecido. Contudo, os conhecimentos adquiridos não deixam de ser necessários, assim como os novos passam a ser inevitáveis. A tecnologia avança, os métodos de ensino também. Os alunos não são mais os mesmos de anos atrás: querem inovações e professores capacitados. Salientamos, porém que ainda é possível aprender e ensinar sem o uso das tecnologias atuais (redes sociais, jogos, etc.), entretanto, não é adequado ignorá-las. Utilizar materiais concretos, experiências de laboratório, discussões em sala de aula, experiências de campo sobre assuntos que os alunos trazem e entrelaçá-los com o currículo escolar é uma solução para locais em que as tecnologias não estão disponíveis e para os que as têm também. Talvez estejamos vivenciando um desafio avesso ao enfrentado pelos nossos professores. Enquanto eles tinham que correr atrás de novas tecnologias, hoje elas estão disponíveis à grande parte de nossos alunos, principalmente através dos aparelhos celulares que são cada vez mais sofisticados, oferecendo mais recursos que os computadores de alguns anos atrás.
Os smartphones, considerados a evolução dos celulares, possuem a tecnologia de um computador, e a vantagem de ser mais acessível que o próprio computador. Desta maneira, podem se apresentar como uma alternativa a ausência de laboratórios de informática funcionais e bibliotecas nas escolas públicas. Há de se considerar o fato que, atualmente muitos adolescentes e jovens mesmo moradores de comunidade com baixo poder aquisitivo possuem smartphones. Os aplicativos e ferramentas que estão disponíveis na rede, para uso em sala de aula e fora dela, e na construção da aprendizagem das crianças, hoje, é sensacional e cabe na palma da mão. É possível aulas completamente a distância, disponibilizar atividades em ambientes virtuais para que os alunos realizem atividades em casa, fazer vídeos, fotografar, construir textos coletivos, conversar e resolver problemas sem estar em uma sala ao mesmo tempo.Mudar faz parte da evolução, de acordo com Freire, nem sempre é fácil aceitar o novo, assim como é difícil deixar o velho, o conhecido. Contudo, os conhecimentos adquiridos não deixam de ser necessários, assim como os novos passam a ser inevitáveis. A tecnologia avança, os métodos de ensino também. Os alunos não são mais os mesmos de anos atrás: querem inovações e professores capacitados. Salientamos, porém que ainda é possível aprender e ensinar sem o uso das tecnologias atuais (redes sociais, jogos, etc.), entretanto, não é adequado ignorá-las. Utilizar materiais concretos, experiências de laboratório, discussões em sala de aula, experiências de campo sobre assuntos que os alunos trazem e entrelaçá-los com o currículo escolar é uma solução para locais em que as tecnologias não estão disponíveis e para os que as têm também. Talvez estejamos vivenciando um desafio avesso ao enfrentado pelos nossos professores. Enquanto eles tinham que correr atrás de novas tecnologias, hoje elas estão disponíveis à grande parte de nossos alunos, principalmente através dos aparelhos celulares que são cada vez mais sofisticados, oferecendo mais recursos que os computadores de alguns anos atrás.
Vivemos um processo de rupturas nos moldes tradicionais de ensino e nas diferentes maneiras de aprender, assim como novos recursos didáticos utilizados na sala de aula. Contudo, em algumas escolas persiste o modelo tradicional de ensino que centraliza o professor como detentor do saber, e peça central no processo de ensino e aprendizagem. Dentro deste cenário, e a partir das nossas experiências como docentes percebemos que o uso das Tecnologias de Informações e Comunicações Móveis e sem Fio (TIMS), entre elas o smartphone, apresenta a capacidade de enriquecer e ampliar a autonomia dos estudantes em sala de aula.
Concluímos com isso que o nosso grande desfio é mediar o uso dessa tecnologia disponível aos nossos alunos. Mediar no sentido de conduzi-los ao que podemos chamar de "bom uso" da tecnologia. Escolha de conteúdos confiáveis, seleção de qualidade em detrimento de quantidade... É preciso acolher esses novos recursos ao alcance de nossos alunos e usá-los em favor da boa educação. A Era Digital somos nós, e cada vez mais as pessoas vão buscar por tecnologias para facilitar a vida. A educação está novamente em reformulação como falamos anteriormente, hoje lutamos por acesso digital, logo estaremos lutando para que nossos alunos criem novos aplicativos e ferramentas de trabalho.
Referências:
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996

Gurias, a parte em azul eu que acrescentei...
ResponderExcluirA parte em roxo e minha! 😜
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