GRUPO EJA (Estudando sobre os Jovens e Adultos):
Iasmin,
Jaqueline, Kênia, Leda e Simone Pellenz
PRÁTICA DE PESQUISA
SOBRE A EDUCAÇÃO DE JOVES E ADULTOS – EJA
1. Introdução
Acreditamos que durante este
semestre na interdisciplina da Educação de Jovens e Adultos no Brasil
compreenderemos a trajetória dessa modalidade de ensino bem como a sua
contextualização política demarcada pela existência de programas governamentais
e iniciativas da sociedade civil em prol da alfabetização ou conclusão de
estudos dos sujeitos que dela fazem parte.
Como professoras é nossa
tarefa compreender essa trajetória e principalmente as políticas públicas que
foram instituídas ao longo dos anos para minimizar os problemas de
escolarização em pessoas marcadas pela exclusão, perdas e esperança. O que vem
a ser a EJA – Educação de jovens e adultos?
De acordo com a LDBEN nº
9.3394/1996 a EJA é uma modalidade da educação básica, que no artigo 37
destaca: “A educação de jovens e adultos será destinada àqueles que não tiveram
acesso ou continuidade de estudos no Ensino Fundamental e Médio na idade própria”.
Foi interessante saber das experiências
das colegas que já haviam trabalhado com essa modalidade de ensino e ouvir o
conhecimento da professora sobre a trajetória da EJA e principalmente a função
política e ideológica que sempre marcaram essa modalidade e serviram para
ampliar a nossa análise e perspectiva na realidade brasileira.
Certamente, esse olhar crítico
inicial serviu para enxergarmos a EJA como um campo carregado de complexidades
por ser denso, político que carrega consigo um rico legado da educação popular.
Apresentado pela professora Aline como um processo que está imerso em uma
dinâmica social e cultural que se desenvolve em meio as lutas, tensões,
organizações, práticas e movimentos sociais desencadeados por sujeitos sociais
ao longo da nossa história.
2. CONTEXTUALIZANDO OS SUJEITOS DA EJA
2.1 Quem
são os sujeitos da EJA?
A imagem da EJA sempre foi
marcada historicamente pelos olhares negativos em relação aos alunos, ao ensino
e a aprendizagem. Podemos dizer que esta imagem está em reconstrução e menos
negativa. Isso tem a ver com a quebra do paradigma de que a educação formal e
seus modelos escolares é a organização ideal para garantir o direito ao
conhecimento aos estudantes da EJA.
Por esse motivo é que se faz
necessária a ampliação do campo de pesquisa na EJA para que reconstrua a imagem
real desse tipo de educação e supere a visão preconceituosa que ainda é
dominante. Se mudarmos essa imagem conseguiremos configurar um campo de
direitos à educação de qualidade para milhares de jovens e adultos populares.
Infelizmente, essas
características históricas tidas como negativas somente se explicam pelas constâncias
perversas a que continuam submetidos os coletivos sociais, raciais, culturais
com que a EJA vem trabalhando, ou seja, indefinições, descompromisso público e
improvisação.
Uma fala que foi praticamente
consenso no grupo é que nos dias atuais os sujeitos da EJA possuem uma vasta
bagagem cultural e que os conteúdos dados em sala de aula precisam ter estreita
ligação com a realidade. A EJA só existe porque as condições sociais e a desigualdade
social, somada as frágeis políticas educacionais, integram o rol de fatores que
contribuem para a existência de analfabetos, de pessoas com baixa escolaridade.
A categoria dos jovens integra
grande parte dos projetos e programas da EJA. Há um movimento no mundo escolar
e na sociedade que faz com que o jovem não conclua seus estudos e no passado
recente os sujeitos da educação de adultos buscavam o estudo como forma de se
inserirem no mundo da produção industrial, como maneira de melhorar de emprego
e de superar a vergonha de ser considerado “analfabeto”.
No quadro abaixo apresentamos
a realidade dos sujeitos da EJA de hoje. Muitos desses sujeitos são
trabalhadores experientes e/ou jovem com outro tipo de experiência de mundo e
disso decorre a preocupação com o conceito de diversidade cultural neste
contexto.
SUJEITOS DA EJA
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Trabalhadores
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Aposentados
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Jovens e adolescentes empregados ou em busca
de empregos
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Pessoas com necessidades educativas especiais
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Mulheres jovens com filhos pequenos
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Mulheres com filhos criados
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Jovens pais de família
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Enfim, como escreve Miguel
Arroyo (2007, p.7), “ A EJA tem de ser uma modalidade de educação para sujeitos
concretos, em contextos concretos, com histórias concretas, com configurações
concretas”.
2. O que esses sujeitos da EJA buscam?
Aluna de 82 anos das T's Iniciais da EJA, costurando seu caderno de memórias na disciplina de Artes. Nunca é tarde para estudar.
Sabemos
que a maioria deles é jovem, tem entre 15 e 29 anos e algumas escolas ainda atendem a um público mais específico como a da foto acima. Alguns continuam buscando
alternativas de melhorar a condição de emprego, ou seja, há uma racionalidade
técnica por trás da continuidade escolar. Alguns buscam o estudo com a intenção
de conquistar o primeiro emprego, outros estão na EJA para acelerar a obtenção
do diploma escolar, outros estão em função de repetência e desistência no
ensino regular e outros retornaram após algum tempo para os bancos escolares,
com a intenção de ampliar a escolaridade.
Dando
continuidade a essa contextualização sobre a EJA a partir das nossas experiências
e observações, partimos para as hipóteses que foram levantadas na
interdisciplina em sala de aula na qual deveríamos pesquisar para refutar ou
confirmar os seis depoimentos que foram expostos pelas colegas da turma.
3. PARTE PRÁTICA
HIPÓTESES
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CONFIRMAÇÃO
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REFUTAÇÂO
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1. Diferenças de classe enfrentadas na escola.
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A
EJA é popular, é historicamente demarcada, estigmatizada, segregada e por
isso seu quadro tem alunos excluídos da sociedade. O nome EJA oculta
identidades coletivas, ou seja, traz em seu contexto a negação de direitos,
de exclusão e marginalização. A EJA como política afirmativa traria mudanças nos
direitos historicamente negados.
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A
sociedade é dividida em classes, cada indivíduo existe como membro de uma
determinada classe, portanto, as formas de pensamento são carregadas de
ideologia e com o público da EJA não é diferente.
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2. Públicos diferentes na mesma sala de aula e diferenças
de idade.
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O
trabalho é uma condição natural do homem, o que leva os jovens cada vez mais
cedo ao mercado de trabalho. Historicamente isso tem a ver com as relações de
produção e a concepção de que o trabalho é mais importante que o estudo.
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Dizem
que o que caracteriza a vida é o trabalho. Será que é o trabalho que
caracteriza e fixa os limites do estudo, do lazer e do descanso? Será ele
necessário a ponto de não conseguirmos falar de escola sem lembrar de
trabalho ou falar de trabalho sem lembrar de escola ou se complementam?
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2. A escola é tradicional e não dá conta das expectativas e
desejos.
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Durante
muito tempo, a EJA teve o intuito de superar o atraso daqueles que não sabiam
ler nem escrever, adotando uma concepção instrumental de educação, sem levar
em conta a experiência de vida dos trabalhadores.
Paulo
Freire afirma que há uma “dicotomia entre ler as palavras e ler o mundo” que,
segundo ele, leva a um distanciamento, a uma separação entre o que se faz na
escola e o que se vive no cotidiano das práticas. Esse distanciamento impõe
aos estudantes uma “cultura do silêncio”. Ou seja, impede o fértil e
necessário diálogo entre as experiências escolares e a vida dos alunos.
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3. As tecnologias X escola: a escola não sabe trabalhar com
a linguagem jovem. Escola não atrativa.
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No
campo tecnológico o avanço é notório, isso é positivo por abrir para o campo
da EJA novos formatos e projetos. O estudante da EJA já é portador de um
acervo de conhecimentos e por isso a escola não pode fugir do uso das tic’s
para esse público.
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4. A maternidade e paternidade precoce e os problemas familiares levam ao ensino
noturno (EJA)
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5. Escola conteudista X Pedagogia da autonomia.
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Ao
longo dos anos sempre houve um interesse “politico” de erradicar um os males
do subdesenvolvimento, mas não o de provocar rupturas para superação dos
reais problemas social e estruturais da sociedade brasileira. Paulo freire se contrapunha a concepção
instrumental e se comprometeu com a autonomia dos alunos sistematizando uma
concepção de educação com o objetivo de dar outra intencionalidade política à
EJA.
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3. PARTE PRÁTICA
3.1
Observando
uma turma da EJA
3.2
Entrevista
com um educador ou uma educadora da EJA
( esperar a professora passar as perguntas)
3.3
Entrevista
com aluno da EJA
3.4
Dados
do Censo Escolar com a EJA
Construir o Censo com a

Companheiras boa noite!
ResponderExcluirSegue as ideias iniciais sobre o trabalho sobre a EJA. Pelo que entendi teremos que postar os recortes do trabalho nos fóruns de discussão a medida que forem pedindo. A ideia é ir fazendo conforme ela solicitou e seguir mais ou menos a linha de um plano de ação conforme aquele que já fizemos.
Vamos então acrescentando ou tirando algo do texto e enchendo de "mimimi" para só copiar e colar como fazíamos na outra disciplina. Pelo que vi a profe Aline vai seguir a mesma estratégia.
Bjs !
Leda, ficou ótimo o texto. Descreveste muito bem o que estudamos e discutimos em aula.
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